Mário Sérgio Cortella - Se você não existisse, que falta faria

A a verdadeira riqueza Comercial Tailandês

O artigo que segue foi elaborado em 2013 pelo educador social Ricardo Luis Reiter para a equipe do Projeto Ação Rua, da qual ele faz part...

Saberes tácitos, ou, o qual é o saber do educador social?

O artigo que segue foi elaborado em 2013 pelo educador social Ricardo Luis Reiter para a equipe do Projeto Ação Rua, da qual ele faz parte. 

[...] é possível através da observação e da reflexão sobre nossas ações, fazermos uma descrição do saber tácito, que está implícito nelas. Nossas descrições serão de diferentes tipos, dependendo de nossos propósitos e das linguagens disponíveis para essas descrições. Podemos fazer referência, por exemplo, às sequências de operações e procedimentos que executamos, aos indícios que observamos e as regras que seguimos; ou aos valores, às estratégias e aos pressupostos que formam nossas ‘teorias da ação’. (SCHÖN, 2000, p. 31*)

Pode-se dizer, a grosso modo, que dois são os grupos de conhecimentos. O primeiro é o conhecimento técnico, adquirido por meio de capacitações, graduações ou pela própria leitura. O segundo grupo engloba um saber prático, adquirido pela experiência, numa lógica de erro e acerto. Nesse tipo de conhecimento, experiências são feitas e aquelas que vão mostrando resultados positivos acabam substituindo ações antigas e ganhando espaço dentro das atividades da equipe. Dessa forma, tanto a abordagem social, quanto as visitas domiciliares, bem como acompanhamentos e as demais atividades próprias do serviço Ação Rua vão se tornando mais ricas e qualitativas com o passar do tempo. Isso porque a equipe descobre, através de experiências que dão certo, novos métodos que vão substituindo os antigos que deixaram a desejar.

Por outro lado, nenhuma atividade é igual à outra, porque a realidade é única. É preciso ler os sinais e a linguagem do momento. Poder sentir a tensão no ar, a ansiedade, a preocupação nas expressões daqueles com quem conversamos, mas também naqueles que estão no mesmo espaço que nós, mas não são estão no foco de nossas ações. Perceber e ler essas realidades qualificam nossas informações, ampliam a visão sobre a realidade à qual a família está inserida e dão à equipe novos elementos para um trabalho mais significativo com a mesma.

É verdade que Karl Marx, autor do livro O Capital, não publicou nenhum livro sobre estética. Também é verdade, porém, que Marx deixa tran...

Por uma estética com bases em Marx

É verdade que Karl Marx, autor do livro O Capital, não publicou nenhum livro sobre estética. Também é verdade, porém, que Marx deixa transparecer em seus escritos princípios estéticos, ou até colunas para uma teoria estética, que nunca foi publicada. E tais apontamentos são mais comuns em sua juventude, nos escritos do "jovem Marx", e conforme ele amadurece vão se tornando mais escassos, mas sem deixar de estar nas entrelinhas de obras do "velho" Marx, como o já citado O Capital. 

Felicidade!: http://youtu.be/LwyIiEOc3j8

Sobre a felicidade

Felicidade!: http://youtu.be/LwyIiEOc3j8

O que te alegra? Com o que você se contenta? O que você busca? Quais são os princípios que fundamentam sua vida? Quem são seus exemplos? Vai...

O que te faz feliz?

O que te alegra? Com o que você se contenta? O que você busca? Quais são os princípios que fundamentam sua vida? Quem são seus exemplos? Vai dizer que você nunca se perguntou sobre isso... Essas são questões fundamentais para a formação do caráter humano.

Vejo pessoas buscando a perfeição de seu corpo, como se elas pudessem materializar a perfeição ontológica da estética. Uma vã busca creio eu. A vida precisa ter mais sentido que isso. Aliás, qual o sentido em esculpir um corpo que será reduzido a pó, cedo ou tarde?

Também vejo pessoas investindo todas as suas economias para parecerem com alguém famoso. Quanta ignorância há nesse gesto. Quão grande não deve ser a frustração ao se darem conta de que suas vidas foram desperdiçada por não terem sido vividas no que de mais precioso elas possuem: sua originalidade.

Ouço boatos de homens que trocaram suas vidas por carreiras promissoras. E me pergunto: pra quê? Quem irá usufruir de tão grande e grave sacrifício? Terá valido a pena tão vil existência, quando, em seu velório, os filhos não derramarem lágrimas pelo pai mas sim pela parte da herança que lhes coube?

Vejo homens e mulheres acordando na sarjeta, ou em camas desconhecidas, porque não possuem o discernimento necessário para reconhecer seus limites em uma noitada. Tais homens e mulheres vangloriam-se de suas condições. Para mim não passam de pessoas solitárias, cuja vida já não tem mais sentido...

Outros homens e mulheres viajam o mundo, sem criar raízes. Dizem que o mundo lhes pertence. Mas são estrangeiros até em sua própria terra natal. Não vejo sentido em uma vida construída sem raízes.

Ouço pessoas que fazem de sua vida um combate. Sim, um combate. Proferem discursos de ódio contra seus irmãos que pensam e vivem de forma diferente. Odeiam negros, índios, homossexuais, gordos, qualquer um que não se encaixe em seu perfil. Desses eu busco manter distância.

Vejo tantas pessoas, trilhando tantos caminhos, sem perceber o quão sem sentido sua vida está se tornando. Não que eu saiba o sentido da minha. Apenas tenho algumas indicações que aprendi...

Aprendi que quanto menos exigirmos da vida e quanto menos peso carregarmos, mais leve ela se torna. Percebi que existe uma alegria única em colocar minha vida a serviço da própria Vida e das pessoas que dela necessitam. Vi que uma vida com honra traz respeito. E respeito resgata o reconhecimento do Ser Humano. Ninguém quer ser desrespeitado.

Não sei por onde se deve ir para se ter uma vida plena. Mas acredito que o caminho contemple as pequenas nuances que a vida apresenta. Um raio de sol entre os galhos de uma árvore, o calor do pão, o cheiro do jantar, o roçar de pele num abraço... Eu consigo ver algo especial aqui. Algo que rompe o sistema. A felicidade não é um pote de ouro no final do arco-íris. É antes de tudo, o caminho que se faz para alcançar o pote de ouro.

É triste você buscar tentar criar um diálogo com alguém, ainda mais um filósofo, e este argumentar dizendo que dívida histórica não exist...

Não confunda discurso de ódio com liberdade de expressão

É triste você buscar tentar criar um diálogo com alguém, ainda mais um filósofo, e este argumentar dizendo que dívida histórica não existe. E ir além, usar uma série de pensamentos e falas preconceituosas para defender seu ponto de vista...

É entristecedor você ler algo de tão baixo teor mental e tão preconceituoso. Se bem que sempre desconfiei que o preconceito nasce a partir de atitudes e pensamentos de pessoas com total ausência de espírito filosófico e sem nenhuma atividade racional. E o racismo (palavra em si já preconceituosa) e os demais preconceitos são diretamente proporcionais com a estupidez de quem os profere. Sendo assim, desconfio que o autor dessa definição tenha menos atividade intelectual de caráter filosófico que uma couve-flor. 
Busco, no meu cotidiano, seguir o conselho de Le Blanc e fazer da filosofia um moderador das diferentes formas de pensamento e não conceituar a mesma como a polícia do pensar. Mas, diante de tais absurdos, é impossível não se apresentar. Porque dessas definições baratas surgem discursos de ódio que acabam se concretizando em chacinas. O preconceito é fruto de uma mente alienada, fechada em seus próprios conceitos e, na melhor das hipóteses, preocupada apenas consigo mesmo.

Existe um abismo que difere discurso de ódio de liberdade de expressão. Agora, ter a clareza suficiente de conseguir visualizá-lo nem sempre está presente nos interlocutores. E convenhamos que o anonimato da internet em nada ajuda a coibir falas e pensamentos que incitam o ódio social. Entretanto, espera-se que pessoas com formação acadêmica, ainda mais em filosofia, tenham a fineza de perceber tal abismo e consigam medir suas palavras. Não se trata aqui de manter discursos politicamente corretos ou que não tragam nenhuma crítica. Porque o discurso precisa dizer algo, precisa transmitir o pensamento e o sentimento do seu autor. Mas não deve de forma alguma incitar o ódio. É preciso aqui aprender com Epicuro, ter uma razão vigilante que nos aponte e esclareça sempre a diferença.
De minha parte é isso, espero que entendam que nem tudo é filosofia. Não é um diploma que dá legitimidade à tudo que decido falar. E tem coisas que é melhor eu nem conceber; e se por acaso as concebo, então devo calar-me para não passar vergonha...

PS. História ficcional com personagens ficcionais Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência."
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